Mother should I build a wall ?


Hush now baby don't you cry
Mama's gonna make all of your
nightmares come true
Mama's gonna put all of her fears into you
Mama's gonna keep you right here
under her wing
She won't let you fly but she might let you sing
Mama will keep baby cosy and warm

Of course Mama's gonna help build the wall

— Pink Floyd


[...]

I hated you, I loved you, too


Bad dreams in the night

They told me I was going to lose the fight

[...]

— Kate Bush


Como seres vivos orgânicos desenvolvemos sentimentos. Com a vivência acumulamos emoções, sensações, afetos, ternuras, dores, medos e traumas. E como em uma construção civil, as fundações e as bases determinam bastante do que é possível ser construído em cima. A infância é um período que nos dá as principais referências em nossa vida adulta. Muitas dessas referências se mantem no nível inconsciente, pois são as primeiras construções cognitivas que seu cérebro está fazendo, as quais não são feitas já de pronto no nível mais alto da abstração, com palavras, narrativa linear, coesão e coerência. Portanto é muito importante que amparemos bem nossas crianças, para aumentarmos nossas chances de termos cidadãos adultos que prosperem em sua plenitude cotidiana.

Há portanto uma grande responsabilidade sobre os ombros dos cuidadores, tutores e guardiões dessas crianças. Colocarei esses responsáveis sob o termo-guarda-chuva de "pais". Pais estes que estão destinados a falhar miseravelmente desde o dia zero, pois inevitavelmente causarão traumas em suas crianças e serão péssimos pais. Como todos predecessores foram. Como todos são.

Nossa espécie tem a incrível qualidade de evoluir, poder mudar e se desenvolver. Para nos expandirmos e crescermos, precisamos de exposição e experiência de tudo aquilo que o universo pode nos propor.  Em suma, queremos sempre aquilo que não temos. Não que precisemos viver tudo em sua intensidade máxima ou mesmo o mais precocemente possível. Quanto, Como e Quando são ponderações difíceis de serem julgadas ou mesmo de serem escolhidas. Não temos controle e influência sobre a maioria de nossas próprias experiências, muito menos sobre a dos outros. Mal sabemos julgar nosso estado mental atual, imagina inferir o de outro ser.

Mesmo se seus pais forem extremamente bons e gentis contigo, você pode odiá-los por não terem te preparado para as malícias do mundo. Qualquer falha ou comportamento minimamente humano também pode ser alvo para você colocar todo seu ódio neles. Nunca serão perfeitos ou mesmo bons o suficiente. Isso porque uma geração costuma ser diferente da outra. Crescemos com diferentes referências e por tanto diferentes modos de pensar. Seus pais não vou te entender no seu âmago, pois a gente só consegue reconhecer o mundo através de nossos próprios parâmetros. O diferente é muitas vezes invisível aos nossos olhos, e quando reconhecido, outras muitas vezes, causa repulsa. O primitivo instinto de defesa: Nós contra eles.

Os traumas são agravadas quanto maior a diferença entre pais e filhos, e a carência de suprimir a necessidade destes. Um filho mais sensorial às vezes só precisava de mais abraços. Um filho mais inteligente, talvez precisasse de mais estímulos intelectuais ou uma conversa mais interessante. Um filho com afinidade para as artes seria mais feliz com lápis de cores novos, um instrumento musical ou mesmo maquiagem. Um filho com autismo ou sem autismo requerem ambos uma atenção que sigam sua lógica e forma de pensar. Porém entenda que alguém não pode ensinar sobre inteligência emocional ou linguagem corporal, por exemplo, se nem sabe que existem.

Quando crescemos, ao longo de toda a trajetória, precisamos lidar com esses traumas gerado por nossos pais. A terapia geralmente nos ajuda a encarar esses traumas, para podermos entendê-los e então lidarmos melhor com eles. Porque traumas temos e teremos todos, mas nossa resposta a esses eventos é que determinam nosso ser. Uma pessoa pode igualmente se tornar mais frágil e quebrada interiormente ou gentil e resiliente, frente a uma infância cheia de abusos e abandonos.

Outro problema é a categoria de relacionamento entre pais e filhos. Os guardiões desenvolvem esse sentimento (ou mesmo instinto) paterno/materno de cuidar da prole, o que se manifesta nesses como uma forma de amor. O problema que é um "amor incondicional", que tem como (condição a) expectativa de reciprocidade. Sendo que nitidamente é uma relação que nasce sob uma relação de dependência-e-dependente. Qualquer outro relacionamento estabelecido sob os mesmos termo (seja de amizade ou romântico) é imediatamente visto como problemático e abusivo. Isso escala, pois há então nitidamente uma hierarquia, em que um manda e outro obedece. Aos primeiros anos dessa relação (que equivalem aos primeiro anos de vida do indivíduo submisso) a criança é muito mais beneficiada que o adulto. A relação se mantem em nível de desigualdade por muito tempo (anos e anos!). Os pais porém gozam dessa autoridade e desse poder (provido pela "hierarquia natural") e têm dificuldade de abrir mão dela. 

A medida que os filhos vão criando e desenvolvendo consciência, alguns são ensinados a expressar o que sentem, o que pensam e o que querem. Contudo, muitos são na verdade reprimidos de se expressarem, para não serem uma voz conflitante, que questionem ou desafiem a autoridade.

Quando finalmente é possível haver um equilíbrio na interação entre esses seres, capazes de se comunicar e executar ações, os pais não têm interesse em (progressivamente) atualizar os parâmetros da relação. Não há vantagem em perder o poder e a autoridade sobre os pequenos lacaios. Afinal, muitos veem os relacionados por sangue como na obrigação de proporcionar conforto em sua velhice. Os filhos se tornam um investimento pessoal e uma garantia; egoísta. Enfim, não se conseguem gerar a relação de igualdade e de amizade. Não há hierarquia na amizade. Alguns pais e filhos mais maduros acabam criando certos laços de cordialidade, às vezes confiança, e pseudo-amizade. Isso quando não há muito fingimento, para evitar conflitos, atritos e culpa. A culpa por não conseguir ser reciproco num amor-incondicional: ter certo carinho e ao mesmo tempo repulsa.

Por convivência acabamos por conhecer o melhor e o pior de nossos pais. Sabemos como são entre quatro paredes e como eles se apresentam para o mundo. Vemos suas máscaras e suas falsidades. Não é como se as pessoas guardassem o melhor de si só para elas. Não. As pessoas tendem a apenas mostrar o melhor de si para os outros, enquanto ocultam suas sombras. Na intimidade da convivência que descobrimos seus hábitos, falhas, vícios e hipocrisias. Conhecemos o seu melhor e seu pior, e não podemos ao menos escolher sem culpa alguma não corresponder àqueles que, de certo modo, do jeito deles, por mais horrível que sejam, têm um carinho e cuidado conosco.

Ao menos que você se encontre nos extremos, o afastamento sem culpa não é permitido. Se seus pais foram monstruosos com você (no abuso, no abandono ou na negligência), é natural que você possa (e talvez até deva) dar as costas para essas pessoas e cortar todo e qualquer tipo de relação. Porém, se você teve pais bons ou até mesmo razoáveis, você não tem motivo ou mesmo permissão de ignorá-los. Com desconhecidos sim! Você pode conhecer uma pessoa nova, uma pessoa boa, gentil e até agradável, porém que não tem a mesma vibe que você. Quando conhecemos pessoas que não achamos ser compatíveis, não tentamos cativar uma amizade ou estreitar laços. E tudo bem. O mundo não é apenas sobre gostar e odiar. Não há desprezo sob a outra pessoa, só desinteresse. Por que então somos obrigados a continuar nos envolvendo com nossos pais caso não haja essa compatibilidade? Porque isso implicaria que eles foram péssimos contigo? Na fase adulta seus pais precisam ser seus amigos? Ou são apenas "pais"? Pois como adultos, seus pais já não possuem nenhuma obrigação sobre você (perante a lei). 

Após você se tornar adulto, seus pais não são obrigados a te abrigar, te alimentar, te educar ou mesmo te deixar alguma herança. Todas as prisões que lhe vinculam são mentais a este ponto. Mesmo as pressões sociais, são apenas correntes mentais. Você não é obrigado a obedecê-los. Não mais. Não perante a lei. Porém a prisão mais difícil de se libertar é a mental. Após décadas sob uma relação de submissão, você provavelmente se manterá submisso. Assim como um escravo que passou a vida toda sendo um escravo, já não sonha mais com a liberdade; Ou ao mesmo uma realidade diferente de sua condição atual. Mesmo com a alforria em mãos, não sabem o que fazer. Você pode odiar seus mestres, você pode se arrepender de estar em sua presença, mas mesmo assim você tenta agradá-los. Existe sempre o medo. O temor. Algo que se camufla como respeito.

Adolescência é o ponto crucial. A criança sob a tutela dos guardiões, obedeceu-os e observou-os por tanto tempo, e copiou seus comportamentos (afinal eles são sua referência). Muito da criança é simplesmente uma cópia dos que a criaram e a educaram. A consolidação da cultura no ser. Uma mini versão e depósito de seus antepassados (vivos). A adolescência com sua rebeldia é o momento que aquele pequeno ser começa a confrontar seus pais e separar dentro de si, o que de fato é ele e o que de fato lhe foi imposto. Isso, quando a rebeldia não é suprimida. Quando a entropia, o caos, a confusão e mistura de sentimentos e pensamentos não é abafada, contida ou negada. Apesar de tudo, ninguém quer decepcionar nossos pais. Pois quando criança nossos pais e professores são tudo o que conhecemos, são nossos heróis, são portadores do conhecimento; i.e. eles têm nosso respeito. Por pura inocência e ignorância construímos respeito naqueles que tanto tinham a nos oferecer. Mas na adolescência questionamos esse status, essas sabedorias, esses conhecimentos enviesados e até se realmente podemos ao menos confiar nessas pessoas.

Obviamente testamos os limites do que é possível e até onde é possível fazer as coisas. Particularmente em minha família eu descobri que eu não podia nunca e jamais confiar segredos a meus pais, por menores que fossem e mesmo pedindo explicitamente discrição. Por que meus sentimentos eram ignorados e eu era traído tão constantemente sem propósito? Mais tarde descobri e entendi que as estruturas sociais humanas primitivas básicas são a fofoca. Passei minha vida inteira vendo minha família fofocar uns com os outros, julgando e falando mal de tudo e de todos. Vi que os assuntos mais virais e preferidos eram as doenças, tragédias e infortunos. Além de toda conquista minha alcançada nunca era minha, mas de meus pais, para ser exibida com orgulho deles.

As coisas se tornam cada vez mais difíceis quando você começa a se desenvolver fora das projeções deles, e.g. se você começa a gostar daquilo que seus pais odeiam. Você não come a comida que seus pais detestam. Você não ouve a música que seus pais não gostam. Você não tem nem acesso àquilo que eles não julgam como 'bom' a eles. Você não se expressa fora do vocabulário deles: é proibido xingamentos e gírias na frente deles. Na frente deles!

Tomamos cuidado para não nos expressarmos em nossa plenitude perto de nossos pais, e de considerar e calcular cada movimento e palavra proferida perto deles. Pois até mesmo usar palavra (que muito provavelmente você ouviu primeiro da boca deles, não de estranhos) lhe trará punição. Além de todos os demais tabus. Sexo é extremamente proibido. Nada é mais desconfortável que assistir um filme com uma cena de sexo perto de seus pais. Ou mesmo tratar sobre masturbação ou nudez. Outras vezes discutir religião é um tabu ainda maior, pois religião demanda fé e fé é não questionar. Lembrando sempre a hierarquia da relação: os pais têm a razão. Por isso muitas das vezes os filhos têm a mesma religião dos pais. Os filhos são a decantação da cultura.

Infelizmente hoje em dia mantemos os adolescentes tão ocupados e regrados sob a supervisão intensa de uma escola e objetivos que requerem absoluto foco, como inúmeras provas, atividades e vestibulares, que mal há tempo para se rebelar. Como dito e reforço: a revolta é essencial para o desenvolvimento próprio. Além de que os pais já não conseguem prover tudo o que o filho precisa. Enquanto na infância os filhos requerem contato e convívio frequente, o adolescente requer privacidade e menos ruído, para ele se descobrir fora da esfera de influência dos pais. Sobretudo, os pais deveriam ter que se adequar mentalmente a necessidade dos filhos conforme estes mudam. O jeito de tratar uma criança de 4 anos é diferente de tratar uma de 8 e outra de 16. O problema que não conseguimos ser tão flexível assim para adequarmos perfeitamente ao nível atual da criança. Forçando a criança a ter que se adaptar ao adulto. Até onde é possível.

Na parca liberdade da adolescência o filho pode enfim procurar em outros aquilos que preenchem as suas necessidades (que podem ser grandes buracos, conforme a diferença pais e filhos). [Um introvertido numa casa cheia de extrovertidos, pode ser um inferno.]

Por fim, gostaria de falar brevemente das paredes que erguemos para nos proteger. Ou melhor ainda: das máscaras. Pois aprendemos desde cedo a nos comportarmos diferentemente conforme a situação demanda. O que é maravilhoso. Saber nos adaptar e adequarmos a situação. Porém aprendemos a usar máscaras na forma ruim também: de forma a ocultar, dissimular e omitir. Muitas das vezes pelo medo e receio do julgamento alheio. Pouco nos ensinam a lidar com isso. E conforme temos gostos e opiniões diferentes dos que estão por perto, passamos a usar cada vez mais máscaras. Escondemos parte de nós (de nós mesmo inclusive), para sermos aceitos. Pertencimento nos é algo muito importante.

Porém, máscaras não são ruins. Desde que usadas corretamente. Máscaras podem aflorar suas personalidades. Uma máscara pode te trazer anonimato o suficiente para que você possa se expressar sem medo do julgamento. Um mero nariz de palhaço e uma tinta no rosto talvez seja a licença poética suficiente que você precise para se permitir impersonar um personagem livre. Pois crescimento e evolução requer exposição. Requer tentativas e erros. Requer referências. E o medo sempre nos impede de arriscar, de nos expormos e de nos explorarmos. 

Não é sobre proteger! O escudo que te protege, não bloqueia apenas aquilo que se acha ser perigoso. Muitas vezes bloqueia também sua visão do que está a frente e ao redor. Não há progresso no conforto. Debaixo do acolhimento protetivo dos pais. Precisamos sim de amparo, de ajuda, de incentivo e às vezes de um porto seguro para descansar entre uma batalha e outra. Mas precisamos encarar nós mesmo os problemas e as dificuldades, pois aprendemos também com os erros. Não aprendemos é na estagnação. Sob a constante e eterna proteção. O amor parental por fim, baseado no sentimento de proteção, talvez seja o pior que podemos ter. E talvez o único tipo que exista. Porém no fim talvez queiramos todos apenas amizades. Uma relação de crescimento mutuo e de equidade. Companherismo e cumplicidade para transformar nossos traumas em resiliência e sabedoria. Companhia para deixar para trás as fundações abaladas e procurar expandirmos e aprofundarmos em novos terrenos.

Is there anybody out there?

Enza

Valentino tinha acabado de se materializar as margens de uma cidade. Um local discreto, sem pessoa alguma para vê-lo surgir do nada, como foi planejado. Valentino também não era seu nome, pois nem mesmo daquele planeta ele era. Como ele queria passar desapercebido, logo pegou um dos nomes do catálogo, que eram comuns para aquela região.


Aquela era uma viagem sem muito planejamento, um presente repentino de sua família, que não o aguentava mais em casa após poucos ciclos desde o começo de suas férias. Apesar de tudo, não era uma passagem barata para um destino desinteressante e deserto, como imaginou. Algo realmente muito incomum, para os padrões de sua família. Suspeitíssimo! Mas era de graça e assim resolveu se aventurar.

A passagem era de embarque quase que imediato e o pouco tempo que teve ainda consciente antes de sua materialização foi utilizado para ouvir instruções gerais e uma pesquisa rápida sobre o planeta de destino. Básico de sobrevivência.


Após passado a tontura, Valentino olhou em volta. Viu as luzes da cidade. Aspirou aquele ar cheio de nitrogênio. Começou a checar aquele corpo para qual sua consciência tinha sido transplantada. Bem diferente do que estava acostumado, porém bem mais simples: só dois membros superiores e dois inferiores. Já se habituando ao novo corpo o qual passaria uma semana, começou a olhar as coisas dadas pela companhia de viagem. Algumas coisas eram óbvias, como os nano tradutores, porém as outras coisas nem tanto, como uns tecidos, uns papeis coloridos... Coisas que perderam totalmente a importância ao avistar nada mais nada menos que o segundo bicho mais perigoso daquele planeta.
Valentino, ficou paralisado. Tinha acabado de ler que aquela espécie era extremamente perigosa e matava centena de milhares todos os anos. A besta parecia não tê-lo percebido ainda, mas era questão de tempo. O que mais ele lera sobre aquele bicho? Nada, obviamente. Dava tempo de procurar no manual? Não. Será que era letal por ser venenoso?  << Acho melhor evitar o contato direto... Devo correr? Me posicionar contra o vento? Quanto azar... Que situação...
Okay.... A situação é pior que eu imaginava. Tem mais de um. Será que devo me fingir de morto? Acho que me notaram. Com certeza me notaram. Vou apostar tudo nessa corrida. Na cidade deve ter campos de força contra animais selvagens. Não devo estar tão longe assim. >>

Desesperado ele começa correr. Mas era mais uma rolagem morro a baixo do que uma corrida. Se equilibrar em duas pernas era um pouco mais complicado do que tinha previsto, mas era algo para se analisar depois. Sua vida estava em risco.

Ao se reerguer, ele olha para trás e não parece ter sido seguido. Descobre que é possível expressar alívio exalando o ar. Mas o alívio não dura muito. Ele olha em volta e percebe que está completamente cercado. Deve ter caído em um ninho das criaturas ou algo do tipo. O som emitido por eles era extremamente ameaçador, como se lhe agredisse os ouvidos com altíssima frequência. Não havia tempo para pensar. Valentino retoma sua corrida desengonçada e desesperada.

Em poucos metros já estava completamente habituado a correr naquele corpo, porém por mais que corresse não conseguia se livrar do perigo. Estavam por toda a parte. Já era possível ver a cidade cheia de estranhas construções verticais a poucos metros, já no pé da serra.

Sem fôlego, todo suado, sujo de terra e nu, quase que se enforcando com uma mochila de duas alças vestida errada, ele então é atingido violentamente e sai rolando metros à frente.


Antes de desfalecer desmaiado Valentino ouve de seu tradutor dizeres estranhos como “maluco, não atrevesse uma estrada sem olhar pros lados...”. Percebendo estar em contato com os nativos daquele planeta, ele então reúne suas forças para avisar sobre perigo próximo e pedir de socorro, então grita: “MOSQUITO!!!”.

Apocalipse, se não deu certo tentamos de novo

Quase cômico quando os humanos resolvem ignorar tragédias anunciadas apesar das inúmeras evidências e dos avisos. Ou melhor, ignoram a previsão, lamentam a tragédia e criticam os "eu avisei".

Imagino o caos que vai ser uma mutação da gripe de cães e/ou gatos que passar para humanos. Insistimos em ter esses animais conosco por séculos e séculos, dando chances e mais chances para o acaso ocorrer, pois se não acontecer a gente dá mais uma chance para dar errado. É tipo monocultura agrícola: plantamos de uma mesma espécie com bastante fartura, logo é de se esperar que os seres vivos (insetos, fungos, aves, etc.) que comem tal planta, se chegarem ao local vão ficar e se proliferar (há abundância de alimento para eles!). A propósito, só para este texto vamos chamar esses seres vivos não-humanos de praga, mas pelo amor dos deuses, não ouse chamá-los assim fora deste texto.

Vamos supor que uma praga chega a sua plantação, mas aí chega a colheita e pronto, o alimento da praga se foi e as que lá chegaram vão morrer de fome ou irão embora. A não ser que você plante a mesma planta de novo! Adivinhe que chegou para ficar então? Se na primeira não teve pragas, nem na segunda, continue persistindo na monocultura até você atrair elas, porque precisamos dar chance para a merda acontecer. E quando acontece há espanto, revolta, tristeza... "o mundo conspirando contra". Mas relaxa, seus problemas acabaram: basta você aplicar este gentil "defensivo agrícola" que sua plantação não terá pragas. Só se atente de ignorar efeitos colaterais como envenenamento do solo, da planta, dos frutos, dos cursos de água na proximidade, lençol freático, causar morte de peixes e demais animais da redondeza.

Aquecimento global... pff. Floresta? Coisa de Greenpreace que quer barrar o desenvolvimento econômico. É por um bem maior: garantir a soja no prato do brasileiro, que come todos os dias arroz, feijão e soja.

Deixar o Governo censurar e controlar aspectos sociais, ao invés de apenas manter a ordem e garantir o progresso econômico: tudo bem! Quem não gosta de uma liberdadezinha sendo reprimida, não é mesmo!?

Ignorar fenômenos naturais como erupção de vulcões, tsunamis e terremotos: ira divina! Ficar sem eletricidade, eletrônicos, eletrodomésticos e sem internet por causa de uma tempestade/erupção solar: quem poderia prever??? 

O que adianta falar 'eu avisei' agora? Vai melhorar a situação de alguma forma? Eu sozinho não poderia ter mudado nada. Aliás, aproveitando o assunto, em que erro mais podemos insistir até dar merda para valer? Eu mesmo, se vejo uma criança mal educada, birrenta ou chorosa, já entrego logo meu celular para ela se distrair e calar a boca.

Não se acomode: diretriz dominação mundial

    Quando precisar lutar em várias frentes ao mesmo tempo, divida os problemas em problemas menores, entenda-os o melhor possível, formule planos de ataque, prioridades, cronologia, divisão de tarefas, delegação de tarefas, ... Saiba pedir ajuda.
    Planejamento. Gestão e gerenciamento. Controle. Coordenação. Direção.
    Arquiteto e executor. Regente.

Lealdade ?

O que é ser leal?
Leal a uma pessoa. Leal a uma causa.

Lealdade = Fidelidade ?
Ser fiel a...                                                          ( o que é ser fiel?)
Ser leal a...

Sinceridade, Dedicação, "que não falta às promessas que faz" = fiel a sua palavra
Pessoa confiável? Confiança?

. . .

Sem conclusões até o presente momento
Sem entendimento da palavra e seu uso

Ciúmes

    Conclusões: ciúme é um complexo sentimento baseado na composições de outros dois sentimentos mais base: egoísmo e medo.
    Quanto mais base mais difícil é descrever um coisa, porém mais palpável ela se torna. Pincelada geral dos aspectos do egoísmo: ter posse, não querer dividir, ter apenas para si; aspecto específico do medo: receio de perder, estragar ou danificar.
    Quando aplicado a relação de ciúme a objetos há um fator de zelo envolvido, advindo pelo desejo de perpetuidade, mas creio só reiterar a conclusão inicial: princípios de egoísmo e medo.

We all change

    Uma ofensa pedir para que alguém nunca mude. Primeiro, porque você está se iludindo no seu pedido, pois no instante seguinte, antes mesmo da próxima respiração, o pedinte e o requerido já mudaram. A pessoa pedida terá então que ou negar pedido insano (considerando um estado de lucidez), ou agradar aceitando o pedido e falhando miseravelmente, ou ainda se esquivar habilmente de tal pedido sem dar resposta, mas isso já requer certo nível de refinamento.

Aos traidores à morte


Vida! Como viver? O que ser? Qual ética adotar? Que manual seguir? Quais leis obedecer? E principalmente, quais quebrar? Estratégias? Manuais? Guias? Detonados?

Feche seus olhos e continue lendo[rascunho]


               Na robótica descobri que uma das funções mais complexas e que requer grande quantidade de processamento é a visão. Assim como a visão computacional, a nossa visão humana requer grande esforço de nosso cérebro, pois os olhos conseguem transmitir uma quantidade absurda de informações do mundo externo e para lidar com tanto utilizamos muito de nossa capacidade cerebral para processar, de forma bem dinâmica, parte disso. Abstraindo o que julgamos ser o mais importante de cada frame.

Rascunho de um esboço de pensamento de uma teoria não formulada [Rascunho]

Pensamentos e Teorias de Guardanapo [Rascunho]


Um louco pulou em meu quintal [Rascunho]

4 8 15 16 23 42

Aborto 2016

Ao fim do ano de 2016 em uma postagem de um amigo, começou a rolar uma saudável discussão sobre aborto. A discussão foi desencadeada devido a uma decisão judicial, que liberou, em um caso específico, o aborto para um feto com menos de 12 semanas de formação. Eis minha opinião do momento logo abaixo.
Gostaria de deixar registrado, só para poder ler futuramente e ver o quanto minha opinião mudou sobre o assunto, com o passar dos anos.

Uma ideia de projeto [Rascunho]

Introdução

Com o objetivo de proporcionar conforto a usuários de aparelhos multimídia, este projeto visa a automação da regulação da intensidade sonora de tais aparelhos. Atualmente, para mudar o volume de qualquer alto-falante é necessário que o usuário altere manualmente: como quando utilizamos o controle remoto para mudar o volume da televisão.

Invisível, silenciosa e mortal [Rascunho]

Minha concepção de “tempo” concorda muito com as teorias proposta por Albert Einstein: o tempo é uma dimensão do universo, assim como as outras três espaciais (largura, comprimento e altura). Ou seja, o tempo é uma dos elementos base que constituem o nosso Universo. Contudo somos muito limitados e estamos em uma posição desprivilegiada para que possamos entendê-lo.

Uma teoria em construção [Rascunho]

Todo o conhecimento já existe por aí, espalhado, esperando apenas para ser processado, organizado e disposto na perspectiva certa, trazendo assim o aprendizado.
Em outras palavras, todos os dados e informações já se encontram disponíveis no background em que estamos imerso, esperando para se tornar conhecimento através da disposição na formação das imagens que captamos deste background.
A disposição e perspectiva diferente de algo "não-novo", colocando em um novo contexto ou simplesmente em outra ordem, podem despertar novas ideias. Ainda mais dependendo de quem será tocado por esses conceitos. Porque às vezes mais importante do que "o que" é o "como". Às vezes surgem novas ideias na sutil mudança dos detalhes de algo "velho".
Disposição e Perspectiva! O velho em um novo contexto!

A school about everything: the pirate ship


Atention atention
For the explanation
Of the blind man

We are surrounded, my friend
But that is not the end
Because there is a lot that you still can

All this sorrow, ignorance and repressed desires
That these people have and don’t know to carry
Makes the outside too noisy and hostile

So, get in get in
We are about to leave
Leave of course, just to may come back

So, all aboard!!

It’s hard to convince the moth
That the light of a floodlight is not the sun
Although it also blinds who looks to close

Step back and try to see
the big picture shot
A tiny notion will be made present
of what we don’t
Don’t know
Don’t understand
Don’t care
It’s terrifying, I know
Disappointing too
We will deny to ourselves
But don’t have afraid
Don’t get sad
Don’t feel lost

The path is hard, but doesn’t have to be made alone
The rising sun comes to all
To clarify our journey
And guide us in new explorations
Adventures and discoveries

Time is actually what we need
to make us wiser and strong
to go far and deeper
And every time you see the rising sun again
Hope will flow and fulfill
Through all
New words will come circadianly
And will just stop when you stop
So keep walking, carry on and remember
that ship sailing the waves of the sunrise
waiting for you

Protótipo de Regras [Rascunho]


[Rascunho]

       De repente um raio cai no meio da cidade. Caiu...
          Cairá...
          Quando mesmo?
          ...
          Não! Esta não é a pergunta certa.
       Nenhuma gota havia caído do céu ainda, mas o céu ameaçava chuva para qualquer instante. Resolvi entrar em um Café enquanto me decidia se esperava a chuva passar ou tentava chegar em casa antes dela, já que estava sem nenhum guarda-chuva.
       » Hallo. Wie viel kostet ein Mocca? «
Observei o tempo lá fora. Durante a semana toda o tempo tinha estado nublado, mas não com nuvens tão escuras e tão baixas. Neste dia em específico eu tinha esquecido de olhar a previsão do tempo na internet. Como estava sem guarda-chuva resolvi perguntar a garçonete, aproveitando que o lugar estava vazio e ela não estava fazendo nada além de me encarar.
       — Oi, sabe se vai chover hoje?
       » Bitte? «
       New land, new rules.

1 — [Rascunho]

        Já passava das três horas da madrugada quando ele olhou pela última vez seu relógio de bolso. **** era um dos poucos deste mundo que ainda andava com um relógio de bolso. Não que gostasse de uma moda mais vintage, aliás, moda era uma das coisas que ele deixava passar desapercebido em sua vida. Moda era só um recurso estranho, porque quanto mais igual aos outros a pessoa se parecia, mais invisível ela se tornava a seus olhos. Apesar de sempre gostar de observar as novas manias e tendências. O relógio de bolso por sua vez era apenas um subterfúgio que conciliava sua necessidade de saber o tempo de modo convencional com sua agonia de portar algum acessório colado ao corpo. 
        Tudo estava tão úmido e gelado, como se tivesse acabado de chover, mas ele sabia que não era o caso, apenas um forte orvalho.

Der Anfang

Eu sinceramente não sei o quanto disto é verdade e o quanto é fantasia, imaginação ou enganação. Não serei capaz de diferenciar os truques alegóricos de meu (in)consciente e a realidade a muito esquecida, portanto não ousem levar a sério uma única sílaba do que será contado a seguir, apenas aproveitem esta maluca história, sem nenhum propósito.

0 — Mantenha sua lâmina sempre afiada

(...)

O plano falhou

Nenhum começo é bom e nunca será, porque nenhum começo é o real começo. Nós mesmo já nascemos no meio da História, com as coisas andando, e tivemos que correr atrás para acompanhar tudo o que já estava acontecendo. Por tanto acho que já estamos acostumados a não pegar as coisas desde o princípio. Tanto porque o princípio é desinteressante e é só o acumulo de detalhes ordinários e chatos que dá formato àquele ou àquilo que realmente despertará nossa atenção.
Sendo assim: foda-se!
Não vou começar uma história agora, vou apenas relatar expirações minhas e para isso vou começar pelo final. Minha morte.

Proposta

        Você já viu algum intercambista que se preze sem um blog ou afins?
        Muito prazer, me chamo Alisson e este é o meu blog de intercambista!

Um pouco sobre mim:
        Sou louco e jogo pedras!