Em outras palavras, todos os dados e informações já se encontram disponíveis no background em que estamos imerso, esperando para se tornar conhecimento através da disposição na formação das imagens que captamos deste background.
A disposição e perspectiva diferente de algo "não-novo", colocando em um novo contexto ou simplesmente em outra ordem, podem despertar novas ideias. Ainda mais dependendo de quem será tocado por esses conceitos. Porque às vezes mais importante do que "o que" é o "como". Às vezes surgem novas ideias na sutil mudança dos detalhes de algo "velho".
Disposição e Perspectiva! O velho em um novo contexto!
Cada pessoa é importante nesse mundo, pelo simples bater de asas de uma borboleta. Em diferencias vivencias cada um tem uma visão do mundo que pode despertar pensamentos maravilhosos, magníficos e extremamente significantes quando entrar em contato no momento certo com a coisa certa. Por isso a "cultura" está aí para mudar o mundo. Para dar nos asas a criatividade.
O que proponho a seguir não é fruto de nenhuma pesquisa ou referência bibliográfica, apenas de minhas reflexiões. Sei que sou um mero estudante de exatas, mas caso ache interessante, gostaria de discutir um pouco mais comigo sobre? Quem sabe você não possa me orientar a fazer um artigo sobre? ;)
Dos exemplos que dei a cima, de uma coisa nova a se aprender, ou seja, uma coisa sobre a qual pode-se deixar de ser ignorante, creio eu que são ignorâncias ligeiramente diferentes. Deixe-me dar mais dois exempos de ignorância para clarificar melhor meu ponto de vista: a ignorância de uma pessoa de não querer consumir medicamentos genéricos, pois acha que não são eficazes e/ou de uma pessoa que prefere rezar a procurar um médico quando sente dores é diferente da ignorância de não sabermos se enxergamos as mesmas cores (você vê o mesmo vermeho que eu vejo? ou aprendemos a dar o mesmo nome para cores que vemos diferentes?).
Enfim, vivemos na ignorância(!), mas como podemos sanar nossas ignorâncias se nem mesmo entendemos elas? Afim de compreender minhas ignorâncias, tentei classificá-las/categorizá-las. Porém minhas limitações só me permitiu enxergar cinco (talvez seis) tipos de ignorâncias...
• Não saber se sua existência
• Conhecer algo erroneamente
• Conhecer algo parcialmente
• Saber de sua existência e não conhecer
• Ilusão
É uma teoria de categorização dos tipos de ignorância que enfrentamos, pois para mim era fundamental saber com um pouco mais de precisão o quão ignorante sou e como estou sendo ignorante, para que eu possa me reciclar e melhorar.
Irei explicando brevemente de cima para baixo, pois eu não faço a mínima ideia se só os tópicos já falam por si só.
A ignorância da ilusão é a ignorância burra para mim. Quando alguém utiliza a palavra ignorante como sinônimo de burro ou de pessoa de mente fechada, para mim ela está se referindo a este tipo de ignorância, em que uma pessoa cria uma ilusão ou simplesmente se fecha para acreditar somente naquela realidade que ela adotou para ela, não importando qualquer prova ou evidência que você mostre para ela. A ignorância da ilusão não aceita argumentos e é difícil de tratar ela.
A ignorância de saber de sua existência e não conhecer acho que é a mais aceitável para mim. É quando você sabe que a coisa existe, mas no momento você não tem muito interesse nela, contudo se algum dia você precisar, pode pesquisar sobre e aprender. Como se você soubesse que existe organelas dentro de suas células, mas não sabe quais nem sabe o que fazem. O dia que você se interessar, você pesquisa e se aprofunda nesse conhecimento. Ou você sabe que houve a revolução industrial, mas não decorou suas datas, contudo o dia que você precisar você abre o Wikipédia e pronto, tem sua informação.
A ignorância de conhecer algo parcialmente é perigosa, pois é justamente como ouvir só uma versão dos fatos ou ouvir só metade da história. Você pode acabar defendendo o lado errado (de acordo com sua própria ética, caso soubesse de toda a história). No caso a ciência vive constantemente nesta ignorância, contudo eles estão bem cientes disto o que faz com que ela não seja tão perigosa assim. A física por exemplo, com Newton, a física clássica, tínhamos conhecimento de uma parcela bem pequena de como funciona o universo, mas daí veio Einstein e mostrou com a teoria relativista que conhecíamos apenas uma parcela da física. A física clássica que conhecíamos não estava errada, mas era apenas uma parte da história, uma particularidade, não o todo. E hoje sabemos que mesmo a física moderna não é tudo. Há várias teorias contemporâneas ainda mais globais e genéricas que tentam englobar a teoria clássica e a relativista, sendo uma destas teorias a teoria das cordas, em que trabalha com diversas dimensões (17 eu acho), além das 4 aceitas hoje em dia (3 dimensões espaciais e 1 temporal).
Mas enfim, quando estamos cientes de nossa ignorância e queremos melhorar, ela não se torna mais um perigo e sim um motivador para irmos mais longe. Imagine se a ciência não compreendesse sua ignorância e até mesmo ter a maturidade de entender que conceitos sólidos e antigos podem estar errados, nem de perto teríamos acesso as tecnologias que temos hoje.
A ignorância de conhecer algo erroneamente é parecida com a parcial de certa forma, mas é como o próprio nome diz: é quando acreditamos ter a informação certa (parcial ou total), porém é uma informação falsa/errada. O problema maior dela é justamente de que acreditamos que temos uma informação verdadeira e confiável, pois se ao menos soubéssemos do erro, tínhamos a opção da segunda ignorância comentada (de saber de sua existência e não conhecer): ter a opção de correr atrás. Um exemplo: você acha que um silenciador de arma, realmente abafa o som do tiro de forma que ninguém no comodo ao lado ouça?
Lembro-me no ensino médio a desconstrução em minha mente que foi, descobrir que o coração simplesmente não pulsava se contraindo todo e depois se expandindo, mas sim que ele contraia sua parte superior [os átrios] enquanto relaxava a parte inferior [os ventrículos] e depois fazia o inverso, de forma alternada (não ele todo, como eu via nos desenhos animados).
E agora a pior ignorância de todas ao meu ver: a de não saber de sua existência. Quando a ignorância é tão grande que você não sabe que ignora. É esse tipo de ignorância que mais me aflige e que mais tento converter, no MÍNIMO no tipo saber de sua existência e não conhecer, pois se não sei de sua existência, nem cogitar sobre ela eu posso. Quando então será que minha imaginação poderá alcançar tais conceitos?
Você sabia os raios vão da nuvem para o solo, às vezes do solo para a nuvem e ainda às vezes da nuvem para a própria nuvem ou uma nuvem vizinha? Provavelmente sim, mas você sabia que pode acontecer de o raio subir da nuvem que está na troposfera para a mesosfera? São conhecido como raios sprites. São mais raros, pois é uma situação em que é mais difícil de se fechar o circuito [onde a corrente elétrica possa transitar], mas existe.
Você assisti Doramas? Sabe o que é um estereograma? Qual a diferença entre femismo e feminismo? O que é um esper? Sabia que uma mulher menstruando às vezes acha que só está precisando ir fazer cocô? O que você sabe sobre signo (me refiro a significante e significado)? Como se aplica Briot Ruffini para reduzir o grau de um polinômio? Você consegue reconhecer um pé de limão japonês na rua? O que é neuróbica? Já se perguntou se a disposição dos cabos de energia elétrica interferem nas perdas de transmissão? Qual a última tecnologia desenvolvida pela NASA? Você gosta de carne de rinoceronte? Tem um jogo que você adoraria jogar! Se você o conhecesse você o amaria, mas... não conhece.
Enfim, essa é a ignorância que mais me motiva, pois me pergunto quantas coisas ao meu redor que estão a minha frente e eu estou ignorando-as por não compreender sua existência. Essa é a mesma ignorância de quando você não conhece uma pessoa (de sua escola/faculdade/trabalho/vizinhança), mas daí um amigo em comum te apresenta a essa pessoa e você então começa a reconhecer e a encontrar aquela pessoa em vários lugares (pergunte-se: ou aquela pessoa sempre esteve perto de você ou ela readequou sua agenda pessoal para vocês se esbarrassem mais por aí). Você simplesmente não sabia de sua existência, mas assim que a tirou da ignorância, você soube reconhecê-la e pode até desenvolver uma amizade fantástica com ela. Agora se pergunte: quantas pessoas legais você não conhece, pois para você é apenas mais um na multidão de estranhos?
A inocência para mim é um tipo de ignorância, geralmente encontrada nos mais novos de idade, mas não sei se é um tipo de ignorância a parte (talvez seja meio forte chamar uma criança de ignorante, por isso preferimos esse "eufemismo" para protege-las de algo que elas não tem culpa...). Por exemplo, a inocência de acreditar em Papai Noel e Coelho da Páscoa é uma ignorância de conhecer erroneamente, mas também pode vir a ser de ilusão. A ignorância de sexo, dependendo da idade é de não saber de sua existência, mas também quando mais velho pode ser que ela só não tenha compreendido o todo ainda, devido a superproteção de alguns, de forma que ela só é ignorante de conhecer algo parcialmente, ela só precisará ligar os pontos.
Enfim, não sei. Como disse no começo essa é apenas uma teoriazinha que estava desenvolvendo para mim próprio, tanto que ela está numa forma muito rústica e com nomes muito toscos ainda.
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